OLP não negociará paz se EUA não anularem decisão sobre Jerusalém


 

Internacional - 09/01/2018 - 10:33:12

 

OLP não negociará paz se EUA não anularem decisão sobre Jerusalém

OLP não negociará paz se EUA não anularem decisão sobre Jerusalém

 

Da Redação com EFE

Foto(s): Flash90

 

Secretário-geral da Organização para a Liberdade da Palestina (OLP), Saeb Erekat

Secretário-geral da Organização para a Liberdade da Palestina (OLP), Saeb Erekat


Os palestinos disseram nesta terça-feira (9) que não retomarão as negociações de paz com Israel até que os EUA anulem o reconhecimento de Jerusalém como capital israelense.

"A liderança palestina não aceitará nenhuma oferta para as negociações a menos que a decisão americana sobre Jerusalém seja cancelada", declarou nesta terça-feira o secretário-geral da Organização para a Liberdade da Palestina (OLP), Saeb Erekat, à emissora de rádio Voz da Palestina.

Desde a declaração em 6 de dezembro do presidente dos EUA, Donald Trump, os palestinos suspenderam os contatos com os americanos e os consideram desacreditados como mediadores de um futuro processo de paz.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, cancelou a reunião prevista em dezembro com o vice-presidente americano, Mike Pence, que finalmente adiou sua visita oficial a Israel para 22 de janeiro, segundo anunciou ontem a Casa Branca.

Após a suspensão dos contatos, Trump condicionou o financiamento aos palestinos à volta à mesa de negociações e ameaçou suspender os fundos da UNRWA, a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos.

O governante americano sugeriu que o assunto sobre Jerusalém, um dos históricos empecilhos nas negociações, ficasse fora da mesa de negociações, o que facilitaria o seu reatamento.

No entanto, os palestinos se opõem a esta estratégia e reivindicam a parte Leste de Jerusalém, ocupada por Israel desde 1967 e anexada em 1980 contra a lei internacional, como capital do seu futuro Estado.

Erekat manifestou que a atual Administração americana procura impor ditados à liderança palestina ao adotar a posição israelense para liquidar a causa palestina "desmantelando a UNRWA, cortando ajudas, matando de fome os refugiados e fechando colégios".

 



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