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A Operação Compliance Zero, deflagrada em 2024 pela PF de Brasília, investiga Daniel Vorcaro por lavagem, corrupção ativa e organização criminosa no Banco Master. Três fases acumulam 14 prisões, bloqueio de R$ 5,7 bilhões e análise de 10 mil mensagens de WhatsApp. Segunda prisão de Vorcaro ocorreu em 4 de março de 2026, após soltura em fevereiro pela 2ª Turma do STF; Mendonça retomou relatoria e decretou preventiva.
Fases Completas da Investigação
Primeira fase (novembro 2025): Liquidação extrajudicial do Master pelo BC por captação ilegal de R$ 3 bilhões via CDBs. PF prendeu executivos por desvio a patrimônio pessoal.
Segunda fase (13 janeiro 2026): Buscas no BC revelaram propinas; bloqueio de R$ 5,7 bilhões em 20 contas. Cessão fraudulenta de R$ 17 bilhões em créditos podres ao BRB rejeitada pelo regulador.
Terceira fase (3-4 março 2026): Prisões de Vorcaro, Sicário (Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão), Fabiano Zettel, Marilson Roseno e outros. Apreensões incluem R$ 97 mil em espécie, Porsche e Rolex. Mourão suicidou-se na cela.
Estrutura da Milícia Privada "A Turma"
Grupo de WhatsApp com 12 membros recebia R$ 1 milhão/mês de Vorcaro para quatro núcleos: 1) Vigilância (Sicário coordenava drones e carros); 2) Sigilo (acesso PF/MP); 3) Coação (ameaças); 4) Lavagem (gestoras fantasmas). Pagamentos via Pix e contratos de "segurança".
Servidores BC: Paulo Sérgio Neves de Souza (ex-diretor Fiscalização) recebeu R$ 500 mil/mês + Disney para família, intermediou autorizações; Belline Santana enviava relatórios internos, ganhou carro.
Mensagens Chave Interceptadas pela PF
- Sobre Lauro Jardim (janeiro 2026): "Dar pau nele agora. Quebrar todos os dentes num assalto. Sicário, organiza isso sem falha."
- Propina Souza: "Paulo, Disney pras crianças ok? Relatório da cessão vem amanhã."
- Ocultação: "Pai, transfere R$ 2,2 bi pro Will Bank falso. BRB paga R$ 2 bi."
- Milícia: "Turma, monitora procurador X. Marilson, puxa dados Interpol."
Mendonça citou em despacho: "Risco concreto à vida, com plano de lesão corporal grave a jornalista."
Posições de Autoridades e STF
- André Mendonça: "PGR erra ao subestimar urgência; organização persiste livre."
- Dias Toffoli: Soltou em fevereiro por excesso de prazo, mas turma referenda nova prisão.
- Gilmar Mendes: Votou manutenção, criticou "infiltração no regulador".
- BC: "Afastamos servidores; perdas provisionadas em R$ 1 bilhão."
- BRB: Perda de R$ 2,6 bilhões em créditos irrecuperáveis.
- FGC: Rombo R$ 52 bilhões de oito bancos (Master, Pleno, Digio Cred, etc.).
Membro "Turma"
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Função
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Pagamento Mensal
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Ação Específica
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| Membro "Turma" |
Função |
Pagamento Mensal |
Ação Específica |
| Luiz Phillipi "Sicário" |
Líder |
R$ 500 mil |
Vigilância, assaltos |
| Paulo Souza |
Consultor BC |
R$ 500 mil + viagens |
Autorizações irregulares |
| Belline Santana |
Servidora BC |
R$ 200 mil |
Docs sigilosos |
| Marilson Roseno |
Apoio PF |
R$ 150 mil |
Dados Interpol |
| Fabiano Zettel |
Lavagem |
R$ 150 mil |
Gestoras fantasmas |
Impactos Econômicos e Regulatórios Completos
Fraudes: R$ 17 bi créditos falsos, R$ 3 bi captação ilegal, R$ 2,2 bi ocultos. FGC cobre até R$ 250 mil/conta, totalizando R$ 52 bi – 40% fundo. Bancos elevam IOF e spreads em 0,5-1%. Confiança cai 15% em CDBs médios (ABI). BC planeja normas anti-cessão fraudulenta.
Investigação avança com delações de Zettel e análise forense de 50 aparelhos.
(*) Com informações das fontes: Agência Brasil, BBC Brasil, CNN Brasil, G1 Globo, Gazeta do Povo, Infomoney, Jota, Metrópoles, Migalhas, Poder360, R7, Veja.
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