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Análise do fechamento diário
No pregão de 03 de agosto de 2026, o Índice Bovespa fechou em 177.771,50 pontos, com variação de -0,22% em relação ao fechamento de 31 de julho (178.161,46 pontos). O índice operou entre máxima de 178.556,60 pontos e mínima de 176.783,14 pontos ao longo da sessão.
A taxa PTAX do dólar comercial encerrou o dia sem alteração em relação ao pregão anterior: compra em R$ 5,0767 e venda em R$ 5,0773. No acumulado do ano, a moeda norte-americana registra desvalorização de 7,64% frente ao real.
Os principais vetores do dia vieram do mercado externo. O petróleo Brent recuou mais de 5%, para US$ 83 por barril, após anúncio de suspensão de ataque militar dos Estados Unidos ao Irã e sinalização de novas negociações. O WTI caiu mais de 6%, para US$ 79 por barril. Esse movimento pressionou as ações das empresas de energia listadas na B3.
Na China, os contratos futuros de minério de ferro na bolsa de Dalian registraram queda de 2,81%, refletindo dados de atividade manufatureira em retração no mês de julho e a ausência de novas medidas de estímulo fiscal anunciadas pelo Politburo. Os estoques portuários do minério seguem elevados e a taxa de operação dos altos-fornos chineses ficou em 81,85% na última semana. A Vale, maior exportadora brasileira do insumo, operou em queda durante todo o pregão.
No âmbito doméstico, o Boletim Focus do Banco Central, divulgado na manhã do dia, revisou a projeção de inflação IPCA para 2026 de 5,12% para 5,03% e reduziu a estimativa para a taxa Selic no final do ano de 14,00% para 13,75% ao ano. Os juros futuros operaram em queda, sustentando papéis do setor financeiro que limitaram o recuo do índice acionário. A reunião do Copom está agendada para os dias 04 e 05 de agosto, com expectativa de novo corte na taxa básica de juros.
No mercado de metais preciosos, o ouro spot na Comex fechou em US$ 4.075,90 por onça-troy, com variação de -0,40% no dia. A prata para setembro subiu 0,12%, para US$ 57,856 por onça-troy. Ambos seguem sensíveis à trajetória dos juros americanos e ao movimento do dólar internacional.
Análise das tendências do último mês
No período de 20 dias úteis compreendido entre 06 de julho e 31 de julho de 2026, o dólar PTAX registrou desvalorização acumulada de 1,74%, passando de R$ 5,1664 para R$ 5,0767 na compra. O movimento interrompeu três meses seguidos de alta e coincidiu com a revisão das expectativas de inflação doméstica e a entrada de fluxos estrangeiros no mercado acionário. A maior queda diária no período ocorreu em 30 de julho (-0,93%), enquanto a maior alta foi registrada em 27 de julho (+0,67%).
O Ibovespa, por sua vez, acumulou alta de 3,47% no mês de julho, encerrando em 177.999,00 pontos em 31 de julho. O desempenho representou a primeira valorização mensal após quatro meses consecutivos de queda. Os setores que mais contribuíram positivamente foram mineração, siderurgia e distribuição de combustíveis, com destaque para CSN Mineração (+37,92%), Gerdau, Ultrapar e Vibra. No lado negativo, construtoras e varejo registraram os piores desempenhos.
O ouro comercial no Brasil, por grama, acumulou queda de 4,14% no período de 06 a 31 de julho, com a taxa de compra passando de R$ 688,4861 para R$ 659,9974. A maior queda diária ocorreu em 08 de julho (-2,33%), seguida por 13 de julho (-2,21%) e 23 de julho (-2,28%). A maior alta foi de 1,89% em 09 de julho. O movimento refletiu a redução do prêmio de risco global em parte do mês e a valorização do real frente ao dólar.
No cenário macroeconômico doméstico de julho, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda manteve a projeção de crescimento do PIB em 2,3% para 2026 e elevou a estimativa de IPCA de 4,5% para 5,1%. A dívida bruta do governo geral atingiu 81,9% do PIB em junho, maior nível em cinco anos, com elevação de 0,8 ponto percentual em relação a maio. Os dados de inflação prévia (IPCA-15) de julho mostraram desaceleração para 4,52% em 12 meses, de 4,80% no mês anterior.
No comércio exterior, as exportações brasileiras para a China cresceram 22% no primeiro semestre de 2026, com destaque para petróleo bruto, cujo valor embarcado aumentou 62% no período. A China permanece como principal destino das vendas externas brasileiras, absorvendo mais da metade das exportações de petróleo do país.
Resumo do Fechamento Diário - 03/08/2026
| Indicador |
Valor |
Variação Diária (%) |
| Dólar Comercial (Compra) |
R$ 5,0767 |
+0,07 |
| Dólar Comercial (Venda) |
R$ 5,0773 |
+0,07 |
| Ibovespa (Pontos) |
177.771,50 |
-0,22 |
Maiores Altas do Ibovespa
| Código |
Nome Completo da Empresa |
Variação Diária (%) |
| CURY3 |
Cury S.A. |
+3,69 |
| EMBR3 |
Embraer S.A. |
+2,50 |
| ITUB4 |
Itaú Unibanco Holding S.A. |
+0,50 |
| BBDC4 |
Banco Bradesco S.A. |
+0,50 |
| BBSE3 |
BB Seguridade Participações S.A. |
+0,50 |
Maiores Baixas do Ibovespa
| Código |
Nome Completo da Empresa |
Variação Diária (%) |
| BRAV3 |
Brava Energia S.A. |
-6,62 |
| PRIO3 |
Prio S.A. |
-3,27 |
| VALE3 |
Vale S.A. |
-2,49 |
| PETR4 |
Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras |
-1,11 |
Variação Mensal do Dólar Comercial
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Var. Compra (%) |
Var. Venda (%) |
| 06/07/2026 |
5,1664 |
5,1670 |
- |
- |
| 07/07/2026 |
5,1452 |
5,1458 |
-0,41 |
-0,41 |
| 08/07/2026 |
5,1546 |
5,1552 |
+0,18 |
+0,18 |
| 09/07/2026 |
5,1323 |
5,1329 |
-0,43 |
-0,43 |
| 10/07/2026 |
5,1082 |
5,1088 |
-0,47 |
-0,47 |
| 13/07/2026 |
5,1177 |
5,1183 |
+0,19 |
+0,19 |
| 14/07/2026 |
5,0736 |
5,0742 |
-0,86 |
-0,86 |
| 15/07/2026 |
5,0721 |
5,0727 |
-0,03 |
-0,03 |
| 16/07/2026 |
5,0969 |
5,0975 |
+0,49 |
+0,49 |
| 17/07/2026 |
5,1170 |
5,1176 |
+0,39 |
+0,39 |
| 20/07/2026 |
5,0888 |
5,0894 |
-0,55 |
-0,55 |
| 21/07/2026 |
5,0774 |
5,0780 |
-0,22 |
-0,22 |
| 22/07/2026 |
5,0632 |
5,0638 |
-0,28 |
-0,28 |
| 23/07/2026 |
5,0801 |
5,0807 |
+0,33 |
+0,33 |
| 24/07/2026 |
5,0660 |
5,0666 |
-0,28 |
-0,28 |
| 27/07/2026 |
5,0998 |
5,1005 |
+0,67 |
+0,67 |
| 28/07/2026 |
5,1171 |
5,1177 |
+0,34 |
+0,34 |
| 29/07/2026 |
5,1211 |
5,1217 |
+0,08 |
+0,08 |
| 30/07/2026 |
5,0733 |
5,0739 |
-0,93 |
-0,93 |
| 31/07/2026 |
5,0767 |
5,0773 |
+0,07 |
+0,07 |
| 03/08/2026 |
5,0767 |
5,0773 |
0,00 |
0,00 |
Variação Mensal do Ouro Comercial (por grama)
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Var. Compra (%) |
Var. Venda (%) |
| 06/07/2026 |
688,4861 |
688,5661 |
- |
- |
| 07/07/2026 |
684,4752 |
684,5550 |
-0,58 |
-0,58 |
| 08/07/2026 |
668,5603 |
668,6381 |
-2,33 |
-2,33 |
| 09/07/2026 |
681,2185 |
681,2981 |
+1,89 |
+1,89 |
| 10/07/2026 |
675,5091 |
675,5885 |
-0,84 |
-0,84 |
| 13/07/2026 |
660,6041 |
660,6816 |
-2,21 |
-2,21 |
| 14/07/2026 |
662,8691 |
662,9475 |
+0,34 |
+0,34 |
| 15/07/2026 |
659,5709 |
659,6489 |
-0,50 |
-0,50 |
| 16/07/2026 |
656,0561 |
656,1334 |
-0,53 |
-0,53 |
| 17/07/2026 |
660,2581 |
660,3355 |
+0,64 |
+0,64 |
| 20/07/2026 |
656,5346 |
656,6121 |
-0,56 |
-0,56 |
| 21/07/2026 |
665,1906 |
665,2692 |
+1,32 |
+1,32 |
| 22/07/2026 |
676,6270 |
676,7072 |
+1,72 |
+1,72 |
| 23/07/2026 |
661,2131 |
661,2912 |
-2,28 |
-2,28 |
| 24/07/2026 |
663,8711 |
663,9497 |
+0,40 |
+0,40 |
| 27/07/2026 |
668,5632 |
668,6550 |
+0,71 |
+0,71 |
| 28/07/2026 |
665,5092 |
665,5872 |
-0,46 |
-0,46 |
| 29/07/2026 |
660,0206 |
660,0980 |
-0,82 |
-0,82 |
| 30/07/2026 |
670,7166 |
670,7959 |
+1,62 |
+1,62 |
| 31/07/2026 |
659,9974 |
660,0754 |
-1,60 |
-1,60 |
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil, B3, Refinitiv, Boletim Focus, Ministério da Fazenda, Comex, bolsas de Dalian, Cingapura e Nova York.
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