"> Dólar e ouro sobem e Ibovespa estável

 

Economia - 04/08/2026 - 17:18:10

 

Dólar e ouro sobem e Ibovespa estável

Dólar PTAX fecha em alta de 0,65% e Ibovespa recua 0,02% no pregão de 4 de agosto de 2026

 

Da Redação .

Foto(s): Arte @HORA

 

Cotação do dólar comercial encerra o dia a R$ 5,1047 na compra e R$ 5,1053 na venda; índice da B3 termina em 177.732,99 pontos; ouro registra valorização de 1,92% no dia, com influência de movimentos na demanda chinesa por metais preciosos.

Cotação do dólar comercial encerra o dia a R$ 5,1047 na compra e R$ 5,1053 na venda; índice da B3 termina em 177.732,99 pontos; ouro registra valorização de 1,92% no dia, com influência de movimentos na demanda chinesa por metais preciosos.

O pregão de 4 de agosto de 2026 no mercado financeiro brasileiro foi marcado pela valorização da moeda norte-americana frente ao real e pela estabilidade do índice de ações da B3. A taxa PTAX do dólar comercial, referência para contratos e transações internacionais, fechou o dia com alta de 0,65% tanto na compra quanto na venda. O Ibovespa apresentou variação negativa de 0,02%, interrompendo a sequência de dois pregões consecutivos de leve valorização.

No dia, os investidores operaram com as atenções voltadas para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para o dia seguinte, na qual o mercado prevê novo corte de 0,25 ponto porcentual na taxa Selic, que sairia de 14,25% para 14% ao ano. A divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), que registrou queda de 1,8% na produção industrial brasileira em junho na comparação com maio, reforçou as apostas por flexibilização monetária. No cenário externo, o anúncio de cancelamento de ataques planejados dos Estados Unidos ao Irã, com o objetivo de retomar negociações, provocou queda nos preços do petróleo e alterou a composição das carteiras de risco global.

No mercado de commodities, o ouro à vista em Nova York operou em alta de 0,11%, cotado perto de US$ 4.058,90 por onça, enquanto a prata registrou ganho de 1,86%. Os movimentos refletem a entrada contínua de recursos em fundos negociados em bolsa de ouro na China, pelo 14º dia consecutivo, e a manutenção de compras de reservas pelo banco central chinês. Em 24 de julho, instituições financeiras chinesas anunciaram a suspensão da comercialização de produtos de ouro em papel para clientes de varejo, medida justificada pela gestão de riscos após período de volatilidade elevada. O evento provocou ajustes em carteiras globais, com migração de posições de derivados para o metal físico, impactando também as cotações domésticas no Brasil. Os dados de importação chinesa mostram que o país adquiriu 864,95 toneladas de ouro no primeiro semestre de 2026, aumento de 89,1% em relação ao mesmo período de 2025.

No câmbio, a alta do dólar no dia de 4 de agosto reverteu a leve queda registrada em 3 de agosto. A moeda norte-americana chegou a operar em patamares mais baixos no início da sessão, mas passou a valorizar após as 9h40, em movimento associado à redução do apetite por risco e ao ajuste de posições antes da decisão do Copom. No mercado futuro, o contrato com vencimento para setembro fechou a R$ 5,1250, com alta de 0,16%.

O Ibovespa abriu o pregão com alta de 1,41%, chegando a 180.400 pontos por volta das 10h, impulsionado pela perspectiva de corte na Selic e pelo desempenho das bolsas globais. A partir da segunda metade do dia, o índice passou a recuar, com pressão das ações de Petrobras, que acompanharam a queda do petróleo no mercado internacional, e da Vale, que reagiu a movimentos no preço do minério de ferro. Os papéis do setor financeiro atuaram como contrapeso, com ganhos em Itaúsa, B3 e BB Seguridade. O volume financeiro negociado no dia ficou em linha com a média dos últimos pregões.

Análise do período de 6 de julho a 4 de agosto de 2026

Ao longo dos 22 dias úteis compreendidos entre 6 de julho e 4 de agosto de 2026, a taxa PTAX do dólar comercial apresentou variação acumulada de -1,19% na compra, passando de R$ 5,1664 para R$ 5,1047. O valor máximo da compra no período foi registrado no primeiro dia, 6 de julho, e o mínimo em 22 de julho, a R$ 5,0632. A maior variação diária positiva ocorreu em 27 de julho (+0,67%), e a maior negativa em 30 de julho (-0,93%).

Os fatores que influenciaram a trajetória da moeda no mês incluem: a expectativa de continuidade do ciclo de cortes da Selic, que chegou a 14,25% ao ano após três reduções consecutivas de 0,25 ponto; a divulgação de dados de inflação que mostram desaceleração, com o IPCA de junho fechando abaixo do esperado pelo mercado; e a entrada de recursos externos em ativos de renda fixa e variável brasileira, favorecida pelo diferencial de juros em relação a economias desenvolvidas. No acumulado de julho, o dólar fechou com queda de 1,82%, interrompendo três meses consecutivos de valorização.

O Ibovespa, por sua vez, acumulou alta de 3,47% no mês de julho, encerrando o mês em 177.999 pontos, na reversão de quatro meses seguidos de perdas. O ganho foi puxado por ações do setor financeiro, de consumo e de construção civil, enquanto papéis ligados a commodities apresentaram desempenho misto. No período de 6 de julho a 4 de agosto, o índice operou em faixa que vai de aproximadamente 176.780 pontos a 180.680 pontos. Os balanços do segundo trimestre de 2026 divulgados por empresas listadas na B3 também influenciaram a composição das carteiras, com resultados acima da expectativa em bancos e varejo, e abaixo em algumas empresas do setor de siderurgia e mineração.

O preço do ouro em reais por grama, por sua vez, registrou variação acumulada de -2,57% no período analisado, com cotação de compra passando de R$ 688,4861 em 6 de julho para R$ 670,7884 em 4 de agosto. O valor máximo foi atingido no primeiro dia da série, e o mínimo em 16 de julho, a R$ 656,0561 por grama. As maiores altas diárias ocorreram em 9 de julho (+1,89%) e em 4 de agosto (+1,92%), enquanto as maiores quedas foram registradas em 8 de julho (-2,33%) e 13 de julho (-2,21%). Além dos movimentos na demanda chinesa, as cotações do metal foram impactadas pelas variações nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e pelas expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve. No período, o ouro operou como ativo de reserva em momentos de maior incerteza geopolítica, com destaque para as tensões no Oriente Médio que elevaram o preço do petróleo em mais de 20% no mês de julho.

Resumo do Fechamento Diário - 4 de agosto de 2026

Indicador Valor de Fechamento Variação Diária (%)
Dólar Comercial (Compra) R$ 5,1047 +0,65
Dólar Comercial (Venda) R$ 5,1053 +0,65
Ibovespa 177.732,99 pontos -0,02

Maiores Altas do Ibovespa

Código Nome Completo da Empresa Variação Diária (%)
RCSL3F Recrusul S.A. +19,15
AZUL99 Azul S.A. +13,65
BRSR5 Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. 6% Conv Pfd A +12,99
TGMA3F Tegma Gestão Logística S.A. +12,55
CSNA3 Companhia Siderúrgica Nacional +3,99

Maiores Baixas do Ibovespa

Código Nome Completo da Empresa Variação Diária (%)
SAUD3 Bradsaúde S.A. -11,37
SAUD3F Bradsaúde S.A. -10,84
POMO4 Marcopolo S.A. Pfd -10,24
POMO3 Marcopolo S.A. -9,22

Variação Mensal do Dólar Comercial (PTAX)

Período: 6 de julho a 4 de agosto de 2026

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. Compra (%) Var. Venda (%)
06/07/2026 5,1664 5,1670 - -
07/07/2026 5,1452 5,1458 -0,41 -0,41
08/07/2026 5,1546 5,1552 +0,18 +0,18
09/07/2026 5,1323 5,1329 -0,43 -0,43
10/07/2026 5,1082 5,1088 -0,47 -0,47
13/07/2026 5,1177 5,1183 +0,19 +0,19
14/07/2026 5,0736 5,0742 -0,86 -0,86
15/07/2026 5,0721 5,0727 -0,03 -0,03
16/07/2026 5,0969 5,0975 +0,49 +0,49
17/07/2026 5,1170 5,1176 +0,39 +0,39
20/07/2026 5,0888 5,0894 -0,55 -0,55
21/07/2026 5,0774 5,0780 -0,22 -0,22
22/07/2026 5,0632 5,0638 -0,28 -0,28
23/07/2026 5,0801 5,0807 +0,33 +0,33
24/07/2026 5,0660 5,0666 -0,28 -0,28
27/07/2026 5,0998 5,1005 +0,67 +0,67
28/07/2026 5,1171 5,1177 +0,34 +0,34
29/07/2026 5,1211 5,1217 +0,08 +0,08
30/07/2026 5,0733 5,0739 -0,93 -0,93
31/07/2026 5,0767 5,0773 +0,07 +0,07
03/08/2026 5,0717 5,0723 -0,10 -0,10
04/08/2026 5,1047 5,1053 +0,65 +0,65

Variação Mensal do Ouro Comercial

Período: 6 de julho a 4 de agosto de 2026 (valores em R$ por grama)

Data Compra (R$) Venda (R$) Var. Compra (%) Var. Venda (%)
06/07/2026 688,4861 688,5661 - -
07/07/2026 684,4752 684,5550 -0,58 -0,58
08/07/2026 668,5603 668,6381 -2,33 -2,33
09/07/2026 681,2185 681,2981 +1,89 +1,89
10/07/2026 675,5091 675,5885 -0,84 -0,84
13/07/2026 660,6041 660,6816 -2,21 -2,21
14/07/2026 662,8691 662,9475 +0,34 +0,34
15/07/2026 659,5709 659,6489 -0,50 -0,50
16/07/2026 656,0561 656,1334 -0,53 -0,53
17/07/2026 660,2581 660,3355 +0,64 +0,64
20/07/2026 656,5346 656,6121 -0,56 -0,56
21/07/2026 665,1906 665,2692 +1,32 +1,32
22/07/2026 676,6270 676,7072 +1,72 +1,72
23/07/2026 661,2131 661,2912 -2,28 -2,28
24/07/2026 663,8711 663,9497 +0,40 +0,40
27/07/2026 668,5632 668,6550 +0,71 +0,71
28/07/2026 665,5092 665,5872 -0,46 -0,46
29/07/2026 660,0206 660,0980 -0,82 -0,82
30/07/2026 670,7166 670,7959 +1,62 +1,62
31/07/2026 659,9974 660,0754 -1,60 -1,60
03/08/2026 658,1625 658,1858 -0,28 -0,29
04/08/2026 670,7884 670,8673 +1,92 +1,93

(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxas PTAX de dólar e cotações de ouro), B3 (Índice Ibovespa e cotações de ações), Refinitiv (dados de mercado), IBGE (Pesquisa Industrial Mensal), Goldman Sachs (análise de commodities).

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