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No fechamento de terça-feira, 06 de outubro de 2026, o dólar comercial PTAX foi fixado pelo Banco Central em R$ 4,9692 na compra e R$ 4,9698 na venda, com variação diária de menos 0,32% em ambas as cotações. O Índice Ibovespa, da B3, encerrou o pregão às 17h em 205.805,60 pontos, com perda de 1.714,01 pontos, equivalente a variação de menos 0,83% sobre o fechamento anterior. O volume financeiro negociado na sessão ficou em R$ 53,71 bilhões, com 6.509.167 negócios registrados.
Trata-se do segundo pregão após o primeiro turno das eleições presidenciais, realizado em 04 de outubro. No dia 05 de outubro, a PTAX de compra havia passado de R$ 5,2232 para R$ 4,9853, queda de 4,55%, e o Ibovespa havia encerrado em 207.519,61 pontos. Em 06 de outubro, os agentes promoveram ajuste de posições: a moeda americana continuou em queda, enquanto o índice de ações recuou após a subida da sessão anterior.
Os fatores que explicam o movimento do dia são, em primeiro lugar, políticos. O resultado do primeiro turno, com Flávio Bolsonaro (PL) na liderança com 47,03% dos votos válidos e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 45,16%, foi precificado pelo mercado como redução do risco fiscal. Os relatos de agentes e instituições financeiras indicam expectativa de compromisso com ajuste de gastos e aprovação de reformas no próximo mandato, além de renovação do Congresso com orientação de centro-direita. Esse cenário atraiu fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira e elevou a demanda por real. Entre as 31 moedas mais negociadas do mundo, o real registrou a maior valorização frente ao dólar no movimento de 05 de outubro.
Em segundo lugar, fatores macroeconômicos domésticos sustentam o câmbio: o diferencial de juros continua atrativo para a estratégia de carry trade, com a Selic em patamar elevado mesmo após os cortes do Copom iniciados em março de 2026. A projeção de instituições estrangeiras é de que, com ajuste fiscal, a taxa de câmbio possa operar abaixo de R$ 5,00 nos próximos meses.
Em terceiro lugar, o cenário externo e de commodities. O ouro à vista (spot) encerrou 06 de outubro em US$ 4.162,73 a onça, alta de 0,69% no dia. No período de um mês, porém, o metal recuou 5,25%, de US$ 4.393,38 em 08 de setembro. A prata opera em torno de US$ 60 a onça, em consolidação. A China esteve no centro dessa pauta. O banco central chinês (Banco Popular da China) manteve sequência de 22 meses consecutivos de compras de ouro, com adição de 20,2 toneladas em agosto, levando as reservas oficiais a 2.387 toneladas. Dados alfandegários indicam que a China importou cerca de 1.000 toneladas de ouro nos primeiros oito meses de 2026, com desembolso de US$ 158,8 bilhões, volume superior ao registrado em todo o ano de 2025. No lado da prata, a China importou 1.626 toneladas no primeiro trimestre de 2026, o maior total para o período, com 836 toneladas somente em março, patamar 173% acima da média sazonal de dez anos. Em sentido oposto, o uso de prata na indústria solar fotovoltaica chinesa contraiu cerca de 30% em 2026, por prática de redução de conteúdo de prata nas células e adoção de tecnologia sem prata pelos maiores fabricantes; analistas projetam que o mercado de prata passe de déficit para superávit em 2027. Esse conjunto de sinais contraditórios da China manteve volatilidade nos metais preciosos e pressionou o segmento de mineração na bolsa brasileira, com papéis como Vale (VALE3) entre os de maior queda no dia.
No período mensal, de 08 de setembro a 06 de outubro, a PTAX de compra do dólar passou de R$ 5,0850 para R$ 4,9692, recuo de 2,28%. A trajetória foi de alta até 02 de outubro, quando atingiu R$ 5,2232, seguida de queda abrupta após o primeiro turno. O ouro em reais por grama passou de R$ 718,2203 para R$ 665,0428 na compra, recuo de 7,40%, superior ao recuo do ouro em dólar porque inclui a valorização do real no período. O Ibovespa, que operava em torno de 188 mil pontos no início de outubro, passou a operar acima de 205 mil pontos após a repricificação eleitoral.
Resumo do fechamento diário (06/10/2026)
| Indicador |
Valor de fechamento |
Variação diária |
| Dólar comercial PTAX (compra) |
R$ 4,9692 |
menos 0,32% |
| Dólar comercial PTAX (venda) |
R$ 4,9698 |
menos 0,32% |
| Ibovespa (pontos) |
205.805,60 |
menos 0,83% |
Maiores altas do pregão (dados B3)
| Código |
Nome completo da empresa |
Variação diária |
| FASA3 |
FASA S.A. |
mais 26,92% |
| FASA3F |
FASA S.A. |
mais 22,22% |
| SNSY5 |
Sansuy S.A. Indústria de Plásticos |
mais 20,09% |
| SEQL3 |
Sequoia Logística e Transportes S.A. |
mais 16,67% |
| LUXM4F |
Trevisa Investimentos S.A. |
mais 15,94% |
Maiores baixas do pregão (dados B3)
| Código |
Nome completo da empresa |
Variação diária |
| GSHP3F |
General Shopping e Outlets do Brasil S.A. |
menos 11,62% |
| WEST3F |
Westwing Comércio Varejista S.A. |
menos 10,14% |
| FSPE11F |
Fiset Pesca S.A. |
menos 10,00% |
| INEP3F |
Inepar S.A. Indústria e Construções |
menos 8,89% |
| ALLD3 |
Allied Tecnologia S.A. |
menos 8,38% |
Entre os papéis de maior liquidez do Ibovespa, as perdas da sessão foram lideradas por Banco do Brasil (BBAS3), BTG Pactual (BPAC11), Vale (VALE3) e Gerdau (GGBR4), em movimento de realização de lucros após a alta de 05 de outubro.
Variação mensal do dólar comercial PTAX (setembro/outubro de 2026)
| Data |
Compra (R$) |
Venda (R$) |
Var. compra (%) |
Var. venda (%) |
| 08/09/2026 |
5,0850 |
5,0856 |
base |
base |
| 09/09/2026 |
5,0973 |
5,0979 |
mais 0,24 |
mais 0,24 |
| 10/09/2026 |
5,1143 |
5,1149 |
mais 0,33 |
mais 0,33 |
| 11/09/2026 |
5,0912 |
5,0918 |
menos 0,45 |
menos 0,45 |
| 14/09/2026 |
5,1690 |
5,1696 |
mais 1,53 |
mais 1,53 |
| 15/09/2026 |
5,1484 |
5,1490 |
menos 0,40 |
menos 0,40 |
| 16/09/2026 |
5,1520 |
5,1527 |
mais 0,07 |
mais 0,07 |
| 17/09/2026 |
5,1515 |
5,1521 |
menos 0,01 |
menos 0,01 |
| 18/09/2026 |
5,1569 |
5,1575 |
mais 0,10 |
mais 0,10 |
| 21/09/2026 |
5,1111 |
5,1117 |
menos 0,89 |
menos 0,89 |
| 22/09/2026 |
5,1155 |
5,1161 |
mais 0,09 |
mais 0,09 |
| 23/09/2026 |
5,1408 |
5,1414 |
mais 0,49 |
mais 0,49 |
| 24/09/2026 |
5,1789 |
5,1795 |
mais 0,74 |
mais 0,74 |
| 25/09/2026 |
5,1985 |
5,1991 |
mais 0,38 |
mais 0,38 |
| 28/09/2026 |
5,2126 |
5,2132 |
mais 0,27 |
mais 0,27 |
| 29/09/2026 |
5,2198 |
5,2204 |
mais 0,14 |
mais 0,14 |
| 30/09/2026 |
5,1803 |
5,1809 |
menos 0,76 |
menos 0,76 |
| 01/10/2026 |
5,2073 |
5,2079 |
mais 0,52 |
mais 0,52 |
| 02/10/2026 |
5,2232 |
5,2238 |
mais 0,31 |
mais 0,31 |
| 05/10/2026 |
4,9853 |
4,9859 |
menos 4,55 |
menos 4,55 |
| 06/10/2026 |
4,9692 |
4,9698 |
menos 0,32 |
menos 0,32 |
Variação mensal do ouro comercial (R$ por grama, setembro/outubro de 2026)
| Data |
Compra (R$/g) |
Venda (R$/g) |
Var. compra (%) |
Var. venda (%) |
| 08/09/2026 |
718,2203 |
718,3051 |
base |
base |
| 09/09/2026 |
720,7721 |
720,8569 |
mais 0,36 |
mais 0,36 |
| 10/09/2026 |
717,9980 |
718,0823 |
menos 0,38 |
menos 0,38 |
| 11/09/2026 |
715,2571 |
715,3414 |
menos 0,38 |
menos 0,38 |
| 14/09/2026 |
712,4742 |
712,5569 |
menos 0,39 |
menos 0,39 |
| 15/09/2026 |
710,0262 |
710,1090 |
menos 0,34 |
menos 0,34 |
| 16/09/2026 |
720,7611 |
720,8590 |
mais 1,51 |
mais 1,51 |
| 17/09/2026 |
723,6269 |
723,7112 |
mais 0,40 |
mais 0,40 |
| 18/09/2026 |
722,1538 |
722,2378 |
menos 0,20 |
menos 0,20 |
| 21/09/2026 |
714,2398 |
714,3236 |
menos 1,10 |
menos 1,10 |
| 22/09/2026 |
711,8703 |
711,9538 |
menos 0,33 |
menos 0,33 |
| 23/09/2026 |
707,7093 |
707,7919 |
menos 0,58 |
menos 0,58 |
| 24/09/2026 |
708,4679 |
708,5499 |
mais 0,11 |
mais 0,11 |
| 25/09/2026 |
717,2323 |
717,3151 |
mais 1,24 |
mais 1,24 |
| 28/09/2026 |
691,0513 |
691,1308 |
menos 3,65 |
menos 3,65 |
| 29/09/2026 |
697,4613 |
697,5414 |
mais 0,93 |
mais 0,93 |
| 30/09/2026 |
692,3684 |
692,4485 |
menos 0,73 |
menos 0,73 |
| 01/10/2026 |
698,2167 |
698,2971 |
mais 0,84 |
mais 0,84 |
| 02/10/2026 |
693,4679 |
693,5475 |
menos 0,68 |
menos 0,68 |
| 05/10/2026 |
662,6745 |
662,7542 |
menos 4,44 |
menos 4,44 |
| 06/10/2026 |
665,0428 |
665,1231 |
mais 0,36 |
mais 0,36 |
(*) Com informações das fontes: Banco Central do Brasil (taxa PTAX do dólar e cotações de fechamento do ouro), B3 (Índice Ibovespa e negociação de ações), Refinitiv (base de cotações) e informações de mercado obtidas via busca pública.
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